sexta-feira, 20 de maio de 2011

NOTA DE FALECIMENTO

quinta-feira, 19 de maio de 2011


NOTA DE FALECIMENTO

A ACALANTO - ACADEMIA DE LETRAS DE ARAGUAINA E NORTE TOCANTINENSE, consternada, comunica o falecimento do acadêmico, escritor, Dr. Murilo Bahia Brandão Vilela, fundador da cadeira 04, cujo patrono é Manoel de Sousa Lima, do quadro de fundadores desta, no dia 19 de maio de 2011, em Tocantinópolis, estado do Tocantins.

O talento demonstrado como memorialista e como contador de histórias é incontestável. Com 02 livros publicados e premiado em vários concursos literários no Tocantins e no Brasil, Dr. Murilo é uma perda lamentável para a cultura tocantinense.

Dr. Murilo Brandão Vilela, contribuiu significativamente com a história da cultura e da medicina, no norte tocantinense. Neste momento de dor em que se encontram os familiares e amigos, A ACALANTO ACADEMIA DE LETRAS DE ARAGUAINA E NORTE TOCANTINENSE-, eleva preces para que Deus esteja presente, concedendo conforto a todos que enfrentam este momento tão difícil.


na foto: Dr Murilo ensina Edson Gallo a usar o "BAdogue".

À família o conforto de nossa solidariedade.

EDSON C. ALENCAR (EDSON GALLO)

PRESIDENTE DA ACALANTO

sábado, 14 de maio de 2011

NOVOS AUTORES TOCANTINENSES

OLHA AI PESSOAL VAMOS LANÇAR AGORA UM NOVO DIÁRIO AQUI NO BLOG DO GALLO, É O "NOVOS AUTORES TOCANTINENSES" ENVIE SEU TEXTO PARA ANALISARMOS. E BOA LEITURA!



                                   (Por: Idelita Alencar - Pedagoga e acadêmica de Psicologia)
“Recordações de um presídio de meninos”


Hoje sonhei, lembrando de um mundo de infâncias ...


Pequenino do tamanho de um botão... onde cabia papai no bolso e mamãe no coração. Um mundo de bom barquinho carregado de filhinhos pra Jesus criar... Bete! Marcha soldado! Se não marchar direito vai preso no quartel! E vira escravo de Jô! Amarelinha, ciranda cirandinha. Onde a dança da carrapeta era uma dança singular. Olha! Lagarta pintada, quem foi que te pintou? O perna-de-pau, nariz de pica-pau! Então corre! Pega! esconde, esconde... sobe na árvore, pula corda, chuta a bola... bola, queimada, pula elástico, cobra-cega na casinha de boneca. Cai no poço! Quem te tira? Anjo Bem... uma infância rica, rica, rica de marré, marré, marré... infância... um “mar de infâncias” Parece-me tão longe, tão distante... do outro lado do oceano.


Tô meio que sonolento... muitos risos, meiguice, doce infância, mais lembranças... Quero brincar! Não tenho tempo! Diz o pai. Agora não posso! Retruca a mãe. Quero aprender a brincar! Não tenho tempo pra te ensinar, dita o sistema ao pai, cobra o sistema à mãe. Vida moderna. Más lembranças de uma infância pobre, pobre, pobre de marré, marré, marré... “Infância, roubada, infância perdida... a única corrida que brincamos, ou melhor; brigamos é contra o tempo. “Tempo é dinheiro”, brincadeira é coisa para quem não tem o que fazer, é precioso demais para se perder. “Vá às ruas e ache o que fazer!”. Só vendo pra crer! Tão pequenos e já estão a se perder...


Perdeu-se o caminho, o carinho... Perdeu-se nas drogas, tão novas... Perdeu-se a caminha, faz sexo, dorme no banco da praça, debaixo da ponte, sozinha... Anda, caminha, caminha, come restos do lixo, cata latinha... Fuma um tiquinho, cheira cola... pede aqui, pede acolá, pede esmolas, a rua é sua escola.


Do lado de cá em meio às marés... Ondas... rostos de crianças que não parecem mais de infância. Perdeu-se a vontade de brincar, inocência de ser... Viro para o outro lado de minha confortável poltrona da sala de estar, e; jogo um game, naveeego, internet, assisto a TV. E assim, quando de saco cheio... Escuto o noticiário que meu pai via em seu quarto __ Vamos vivendo um tempo em que por falta dele; o pai vira mãe, a mãe vira mãe e pai... Vida moderna ... Ele muda de canal... É um assalto! “vida bandida”.


Acordei gritando... Pai! Mãe! Roubaram minha infância! Minha infância está perdida.