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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013


“CU... CULT... CULTURA... QUEDÊ A CULTURA?”

SECRETARIA DE CULTURA... POR QUE NÃO A CRIAÇÃO DE UMA FUNDAÇÃO PÚBLICA CULTURAL.
Caros colegas, depois de ler e ver o chororô, lamentações e até agressividade de alguns colegas ligados à política cultural de nossa cidade de Araguaina, coloco este pequeno texto como contribuição a discussão iniciada nas redes sociais e que tem causado certa polêmica.
Não quero aqui discutir se a ação do novo prefeito foi política, politiqueira, administrativa ou de gestão. A minha discussão é outra. Como vamos gerir a cultura de nossa cidade? e não QUEM vai gerir a cultura de nossa cidade. Aos desavisados e mais afoitos, aviso logo, sou a favor sim, do Willamas na Cultura, acho que é competente para tal e inclusive, merecedor.
E acredito também que vai estar a frente da GESTÃO cultural do Governo Ronaldo Dimas.   Porém, discordo da impetuosidade de alguns colegas em extravasarem sua emoção e “decepção” em apenas um dia de governo do novo prefeito. “É muito cedo amor, mal começastes...”
Acredito que vamos ter uma gestão cultural à altura de nosso município, independente de quem ocupe a pasta extinta. Pois, o que acabou foi apenas o cargo, o nome, Secretaria de Cultura, e isto é fácil de substituir, por Diretor de Cultura, Superintendente de Cultura, Gerencia de Cultura, ou qualquer outro nome. A cultura no sentido “strictu” não se acaba independente de qualquer prefeito que ocupe o cargo.
Fiz uma pequena pesquisa no Ministério da Cultura, e participei no ano passado dos Foruns de cultura e levo o resultado disto, como minha contribuição a este entendimento.
No material sobre o Sistema Nacional de Cultura, quando aparece a Secretaria de Cultura como órgão de coordenação, logo em seguida vem a expressão “ou órgão equivalente”. O que isso quer dizer?
O órgão de gestão da cultura nos Estados pode ter várias características: ser uma secretaria exclusiva; uma secretaria em conjunto com outras políticas setoriais; um setor subordinado a outra secretaria; um setor subordinado diretamente ao governador(prefeito); ou uma fundação pública, subordinada a outra Secretaria ou diretamente ao prefeito.
 Em vários Estados, a cultura é parte de uma secretaria maior, responsável também por setores como educação, turismo, lazer e esporte. Em geral, quando a cultura está junto com a educação, ela é considerada de forma marginal, mesmo porque a educação tem muito mais recursos (vinculados constitucionalmente) e exigências legais que naturalmente acabam absorvendo o gestor.
Por outro lado, quando vinculada ao turismo, ao esporte e ao lazer, a cultura costuma ocupar lugar de destaque, embora geralmente continua dispondo de poucos recursos. Do ponto de vista do Sistema Nacional de Cultura,
O SNC – Sistema Nacional de Cultura tem a pretensão de que  Estados e municípios tenham um órgão específico para a cultura, que é um sinal evidente de que a administração valoriza e dá importância ao setor. Nesse caso, o órgão específico é a Secretaria de Cultura e o equivalente é a Fundação Pública de Cultura.
Especificamente em Araguaina, temos uma lei sancionada no final de 2011, pelo prefeito Felix VAluar, que institui novamente o Conselho Municipal de Cultura, para que este ficasse responsável pela elaboração das diretrizes culturais em nossa cidade é a lei municipal, LEI  Nº  2772,  De  20  DE  DEZEMBRO  DE  2011, DISPÕE  SOBRE  A  REESTRUTURAÇÃO  DO  CONSELHO MUNICIPAL  DE  POLITICAS  CULTURAIS  DE  ARAGUAÍNA.
Que em seu artigo 5º estabelece a sua competência:

... Art.  5º  -  Ao  Conselho  Municipal  de  Políticas  Culturais  de  Araguaína  compete:  
X-  emitir  parecer  sobre  assuntos  e  questões  de  natureza  cultural  que  lhes  sejam  submetidos  pela  Secretaria  Municipal  de  Cultura  ou  solicitados  por  instituições  culturais  devidamente  reconhecidas;    
 XI  -  apreciar  e  aprovar  as  diretrizes  do  Fundo  Municipal  de  Cultura;    
 XII  -  propor,  analisar,  discutir  e  acompanhar  a  execução  do  Plano  Municipal  de  Cultura;  
  XIII  -  submeter  à  apreciação  da  Secretaria  Municipal  de  Cultura,  para  possível  homologação,  os  atos  e  resoluções  que  fixem  doutrina  ou  norma  de  ordem  geral.   (...) 

Este conselho deveria ser público e transparente, porém muitos poucos conhecem quem são estas pessoas. Eles são responsáveis pela elaboração do Plano Municipal de Cultura e das políticas culturais do município.
Acredito na solução, através de um ato de gestão e de engajamento da classe artística na criação de uma Fundação Pública, com o apoio da nova administração, para gerir a cultura política em nossa cidade.  
No Brasil, a gestão pública da cultura pode ser feita através de órgãos da administração direta(secretaria) ou da administração indireta(Fundação). Qual a diferença entre um órgão público  e uma fundação? De que forma a atuação pode ser mais eficaz para  a implantação de  políticas culturais?
1 - Primeiramente vamos as vantagens e desvantagens de se ter uma Secretaria Municipal de Cultura
Uma Secretaria é um órgão autônomo, que está localizado na cúpula da Administração, imediatamente abaixo dos órgãos independentes e diretamente subordinados ao seus chefes, ao prefeito no caso..
Estes órgãos têm ampla autonomia administrativa, técnica e financeira, caracterizando-se como órgãos diretivos, com funções de planejamento, supervisão, coordenação e controle das atividades que constituem sua área de competência. Entretanto, os atos por eles praticados são imputados à entidade estatal a que pertencem por isso, não podem celebrar contrato, cabendo fazê-lo a pessoa jurídica por intermédio dos agentes que a compõe.
O excesso de burocracia a que estes órgãos estão submissos é uma das dificuldades encontradas pela gestão cultural. Como a cultura em geral exige ações rápidas, os procedimentos legais necessários para a implantação de políticas culturais tornam-se empecilhos para o desempenho das áreas.
As ações realizadas por órgãos da administração direta  ficam sujeitos às mudanças políticas da esfera governamental, padecendo de fragilidade em sua  continuidade, a cada mudança nos principais escalões de governo. É o que se observa agora.
Para a maioria dos políticos no Brasil, Cultura é desperdício de dinheiro público.

2. Segundo, as vantagens e desvantagens de se criar uma fundação Pública Cultural.
As fundações públicas são pessoas jurídicas instituídas e mantidas pelo Poder Público para prestar atividades não lucrativas de interesse coletivo.
A fundação pública, mais comum para a gestão cultural, é “uma espécie de autarquia, também chamada de autarquia fundacional, com regime jurídico, administrativo e econômico e todas as prerrogativas e sujeições que lhes são  próprias.
Como uma espécie do gênero autarquia, possui orçamento próprio, funcionários concursados, autonomia financeira dentro do seu orçamento, procedimentos próprios de licitação e está submetida a controle pelo tribunal de contas.
Desta forma, uma fundação possui ampla autonomia para buscar parcerias e recursos de terceiros no sentido de viabilizar a implantação de ações na esfera da cultura. Diferente dos órgãos públicos, que não podem selar contratos, as fundações  pode gerar receitas próprias. A fundação pode obter outras rendas, além dos recursos do orçamento municipal, através da cobrança de ingressos, concessão de exploração comercial de espaços de suas instalações, doações, parcerias com a iniciativa privada e venda de publicações, cartões ou outros produtos. Essas receitas adicionais podem ser integralmente aplicadas nas atividades da entidade.
A fundação cultural, a meu ver, tende a se apresentar com maior visibilidade junto à população, pois fica diferenciada da prefeitura e assume uma identidade própria. A implantação de uma política cultural mais democrática e participativa encontra terreno fértil na estrutura da fundação.
Pode-se criar mecanismos que incentivem a participação da população na esfera de decisão:  O envolvimento da sociedade local em torno da fundação pode ser ampliado através de comissões temáticas (patrimônio histórico, formação artística,  demandas específicas de regiões, etc.) reunindo envolvidos com os temas em questão e assumindo um caráter dinamizador das atividades da fundação. Logicamente, para assumir este papel é necessário que a entidade lhes ofereça a infra-estrutura necessária.
E aqui é onde entra o papel do prefeito, Se a classe artística inteirar-se do assunto, e o prefeito Ronaldo Dimas, tiver interesse que esta entidade seja criada, nós poderemos resolver de vez boa parte da problemática cultural de nossa cidade, que é criar efetivamente políticas publicas de cultura; e não ficar dependendo de passes de mágicas, de decretos, de troca de secretários, disputas partidárias e paixões pessoais.
Vamos em frente contem comigo para aprimorarmos esse debate, pois quem se julga responsável por ter elegido um prefeito, ou ajudado a eleger, não pode fugir da luta agora. E se teve forças para fazê-lo. Tem que usar este poder de mobilização e esta força para alavancar e eleger a cultura de nosso município.
EDSON GALLO. Advogado, Professor e Presidente da ACALANTO – Academia de Letras de Araguaina e Norte Tocantinense. 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

“Professor Concesso” é o escritor da ACALANTO que teve obra selecionada em Edital.

Membro da Academia Tocantinense e Araguainense de Letras, o escritor José Francisco Concesso, teve a sua obra MEU PRIMEIRO PICOLÉ, selecionada pelo Edital Estadual da SEDUC, para compor as bibliotecas escolares do Estado do Tocantins.

O escritor, filósofo e teólogo José Francisco da Silva Concesso, lançou o livro “Meu Primeiro Picolé”, onde reúne uma seleção cuidadosa de crônicas, contos e ensaios que registram um pouco da trajetória vivida por esse destacado intelectual nascido em 9 de março de 1936, em Rio Espera, cidadezinha isolada nas montanhas de Minas Gerais, onde só conhecia picolé pelas informações das poucas pessoas que tinham a oportunidade de sair de lá.

Secretaria Estadual da Educação (Seduc) divulgou, na segunda-feira, o resultado do edital Obras do Tocantins, que tem como objetivo selecionar obras de autores tocantinenses para equipar as bibliotecas escolares da rede estadual. Ao todo foram inscritas 48 obras de todas as regiões do estado. De acordo com publicação no site da Seduc, foram contemplados ao todo 20 autores e, de cada livro selecionado, serão adquiridos 500 exemplares.


Ler “Meu Primeiro Picolé”,é mergulhar numa prazerosa viagem a um passado que deixou saudade e que hoje é resgatado através de uma linguagem despojada de pseudo-intelecutalismos, porém, sempre enriquecida de narrativas que nos cativam a alma. – diz o escritor.

Na apresentação da obra, o imortal escritor Murilo Vilela, titular da Academia Tocantinense de Letras, destaca que Concesso é um exemplo abnegado da humildade superioridade dos que continuam amando a Deus e o seu semelhante, pela fé divina e pela fraternidade que lhe conferiu a suprema força em conduzir galhardamente a cruz de um professor heroicamente brasileiro.

Depois dos estudos elementares em sua terra natal, entrou no seminário dos padres orionitas, em Burnier, município de Ouro Preto. Ordenou-se sacerdote em 10 de abril de 1965. Teve passagens por Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Araguaína, Lagoa Santa, Roma, Espanha e Cuba. Nessas andanças estudou Filosofia, Teologia, Enfermagem Letras, Direito, pós-graduou-se em Educação e especializou-se em Língua Espanhola. Em terras tocantinenses, foi o primeiro diretor da Faculdade de Educação, Ciências e Letras de Araguaína.

SOBRE O AUTOR:

Sua bibliografia registra a publicação dos livros “Latim: Primeiros Passos” e “Data Vênia Análise Sistemática para Estudantes de Latim”.

Leciona Latim e Filosofia no Campus de Araguaína da Universidade Federal do Tocantins. O seu currículo literário e sua contribuição no universo das letras o credenciaram para ingressar, com mérito, como titular na Academia Tocantinense de Letras. Também preside a Academia de Letras de Araguaína e Norte Tocantinense, integra a Academia Cordisburguense de Letras Guimarães Rosa e é idealizador e fundador da Academia de Letras Mirim de Araguaína, além de membro correspondente da Academia Gurupiense de Letras.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

ESCRITORES PARTICIPAM DO FORUM ESTADUAL DE CULTURA


 


Os escritores Edson Gallo, Orestes Branquinho, ALmecides Pereira. Jose Francisco Concesso e Luiz aparecido, participaram ativamente do FORUM ESTADUAL DE CULTURA, que ocorreu no auditório da FIETO, na terça feira dia 21/06.

Na ocasião foi apresentado por técnicos da Secretaria de Cultura e pela Própria Secretária Katia Rocha, as diretrizes que serão traçadas para a elaboração de políticas públicas para o setor cultural.

Foi realizado um seminário sobre o SNC – Sistema Nacional de Cultura, disponibilizado pelo Minc, apresentado pelo diretor de teatro, e agora, chefe de gabinete, Marcelo Silva. Informações e os procedimentos para encaminhamento de projetos e parcerias com o governo federal.

Os palestrantes ressaltaram a importância do uso de todas as ferramentas disponíveis na internet (redes sociais, sites de relacionamentos, blogs, e-mail etc.) na comunicação das entidades, secretarias e Ministérios, a fim de atingir um público cada vez mais amplo com informações corretas.

A ACALANTO, representada pelos escritores e seu presidente Edson GAllo fizeram um levantamento das principais demandas da área de Literatura, a saber:

Forum Estadual de Cultura do Tocantins

2° Etapa do Fórum Estadual de Cultura aconteceu nesta terça em Araguaína


A segunda etapa do Fórum Estadual de Cultura do Tocantins- Um novo olhar sobre a diversidade cultural do Estado aconteceu na terça-feira, 21, em Araguaína, no auditório da Federação da Indústria do Estado do Tocantins (FIETO/SENAI) a partir das 9 horas da manhã. O Fórum promovido pela Secretaria Estadual da Cultura teve o intuito de definir políticas públicas capazes de atender as diferentes demandas e necessidades do movimento cultural de todo o Estado em conjunto com os diferentes segmentos da cultura e da sociedade.

Com a proposta de abranger todo o Estado, o Fórum está acontecendo em quatro etapas, abrangendo a região sul, norte, sudeste e central de forma a envolver todos os municípios com a participação de representantes das gestões públicas, sociedade civil, comunidades indígenas, quilombolas, estudantes, organizações governamentais e não governamentais ligadas à cultura no Estado do Tocantins.

A primeira etapa do Fórum realizado em Gurupi, no último dia 14, contou com a presença de diversos representantes culturais da região sul. Um dos destaques do evento foram as propostas e debates nos grupos temáticos sobre demandas de cada área para subsidiar a elaboração dos editais do Fundo Estadual de Cultura com a participação dos coordenadores da Secretaria da Cultura.

Para a secretária da Cultura Kátia Rocha, além do Fórum contribuir diretamente para o fortalecimento da cultura no Estado, ele se configura em uma importante reunião de trabalho. “Vamos continuar abrindo esse diálogo entre o governo e os setores da cultura sobre as demandas nas áreas culturais de cada região do Estado. Pretendemos nortear nossas ações de maneira ampla e democrática”, declara a secretária acrescentando ainda que o resultado do Fórum norteará os editais que irão movimentar o Fundo Estadual de Cultura.

O evento teve a participação de vários segmentos da Região norte do Estado, com participações de agentes culturais de Araguaina, Bernardo Sayão, Colinas do Tocantins, Aragominas(Pé do Morro) etc.

Estiveram presentes na abertura do Evento e durante toda a programação de discussão de projetos o Presidente da ACALANTO, o escritor Edson Gallo e a secretária municipal de Cultura Marly de Carvalho.



quarta-feira, 25 de maio de 2011

RISOS E FLORES PARA MURILO BAHIA BRANDÃO VILELA

Ainda muito novo, o recém-formado médico, Murilo, deixou as belezas e as delícias do mar do nordeste para se plantar no agreste Tocantins. Deixou Alagoas com seus cantos e encantos. Deixou seus amigos, colegas de jornada estudantil para se embrenhar no babaçual do norte. Deixou sua família, as lembranças mais ternas e profundas da sua terra para construir o seu mundo.

Há quase meio século, Tocantinópolis foi presenteada com a presença rica e marcante do Dr. Murilo. O poeta. O cronista. O contista premiado. O artesão. O pescador. O ambientalista. O sertanejo. O cidadão nota dez. O amigo, sobretudo, dos pobres, o médico que fez do seu ofício um sacerdócio.
Hoje, o Rio Tocantins está mais cheio de água, a água do seu pranto pela ausência de quem conhecia profundamente suas entranhas; de quem navegava de canoa ou de barco suas águas que já foram azuis; de quem denunciava as garças de plástico que continuam sufocando a caminhada do rio rumo ao oceano; de quem protegia do anzol espécies de peixes que ainda precisavam crescer; de quem sabia mais que o IBAMA o tempo da piracema.
Hoje, as palmeiras tocantinenses também choram o voo do seu amante e protetor. O balanço das suas folhas, presentes em seus poemas, em seus contos; a imponência do porte do mais alto coqueiro da região retratada em sua lente; as cuncas cheias flores do campo enfeitando sua casa, tudo transparecia beleza nas mãos do nosso imortal artista e escritor.

Hoje, os velhos cansados, o iletrado mas sábio roceiro , os abandonados pelas autoridades ou pela sorte, os doentes do corpo e da alma estão desolados. Perderam seu guru, seu protetor, seu psicoterapeuta, seu doutor, seu amigo.

Hoje, as orquídias, as pedras exóticas, as madeiras mortas, as outras finas belezas desta nossa terra; os bichos mansos ou amedrontados por predadores também lamentam a viagem sem volta do Murilo. Ele amava todos esses seres. Cuidava deles como se fossem seus irmãos, seus filhos, seus netos.

Amanhã, no entanto, haverá uma linda e animada festa no céu. Talvez uma festa sem fim. Uma festa de tocantinenses. Zizi, Cinira, Raimundo Praxedes, Alírio Gomes e tantos outros amigos seus, que se foram antes dele, acham-se com as mãos cheias de rosas e de risos para recebê-lo. Certamente, os mais animados dessa recepção sejam os tipos de rua: Jorge e Maria dos Passarins, cujas fotos tiradas por ele, estão afixadas na parede da sua sala de trabalho.

Agora, nossas almas machucadas sangram com o adeus ao Murilo. Sua vida foi uma festa em meio a seus amigos e admiradores. Sua presença foi também um dicionário que nos encheu de alegria, encantamento, surpresas e imorredouras lições.
Neste momento, aqui reunidos para homenagear o nosso maravilhoso e especial amigo, pedimos a Deus que nos console; que marque com o fogo das estrelas o bem que ele nos fez e que nos ajude a palmilhar suas pegadas rumo à construção do mundo que ele teceu. Que nos anime a viver com honradez, solidariedade, humildade e fortaleza para continuarmos a obra que ele sedimentou nesta terra que o acolheu e o abraçou tão carinhosamente.

Peço, agora, que todos os presentes se abracem como se estivessem abraçando Dr. Murilo. E que, ao final desta missa, cantem o Hino da Boa Vista, obra artística que nos une, enche-nos de entusiasmo e de esperança. E que Deus nos proteja para sempre!

Isabel Dias Neves – Belinha - Academia Tocantinense de Letras - 25/05/2011

sexta-feira, 20 de maio de 2011

NOTA DE FALECIMENTO

quinta-feira, 19 de maio de 2011


NOTA DE FALECIMENTO

A ACALANTO - ACADEMIA DE LETRAS DE ARAGUAINA E NORTE TOCANTINENSE, consternada, comunica o falecimento do acadêmico, escritor, Dr. Murilo Bahia Brandão Vilela, fundador da cadeira 04, cujo patrono é Manoel de Sousa Lima, do quadro de fundadores desta, no dia 19 de maio de 2011, em Tocantinópolis, estado do Tocantins.

O talento demonstrado como memorialista e como contador de histórias é incontestável. Com 02 livros publicados e premiado em vários concursos literários no Tocantins e no Brasil, Dr. Murilo é uma perda lamentável para a cultura tocantinense.

Dr. Murilo Brandão Vilela, contribuiu significativamente com a história da cultura e da medicina, no norte tocantinense. Neste momento de dor em que se encontram os familiares e amigos, A ACALANTO ACADEMIA DE LETRAS DE ARAGUAINA E NORTE TOCANTINENSE-, eleva preces para que Deus esteja presente, concedendo conforto a todos que enfrentam este momento tão difícil.


na foto: Dr Murilo ensina Edson Gallo a usar o "BAdogue".

À família o conforto de nossa solidariedade.

EDSON C. ALENCAR (EDSON GALLO)

PRESIDENTE DA ACALANTO

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Edson Gallo é o novo presidente da ACALANTO - Academia de Letras de Araguaina e Norte Tocantinense

Edson Gallo e Osmar CAsagrande no Salão do Livro.
Edson Gallo é o novo presidente da Academia de Letras de Araguaina e Norte Tocantinense, Acalanto, para o triênio 2011/13. A eleição aconteceu neste domingo, 10, na AABB, com a participação de 24 dos 30 membros da academia.

Três candidatos disputaram a eleição, sendo que Gallo recebeu 16 votos, Zequinha Decoles, 7, e Luiz Aparecido, 1. Segundo José Francisco Concesso, presidente em exercício, este foi o pleito de maior participação tanto em número de candidatos (três) quanto em comparecimento e deverá assinalar um novo marco na história da entidade. “Sentimos o interesse participativo de todos e a disposição de, em colaboração com a nova diretoria, alavancar a literatura regional”, disse.


Para Gallo, que tomará posse em solenidade no dia 30 de abril, na sua gestão na Acalanto novos projetos vão impulsionar a literatura na região norte do Estado, tendo inclusive viagem programada a Brasília para captação de recursos junto ao Ministério da Cultura . “Teremos pela frente muito trabalho. O nosso compromisso com a entidade é trabalhar projetos que aumentem a produção literária dos acadêmicos e os aproximem dos leitores”, defende.

Ascom - Acalanto

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Quinhentismo no Brasil

CONTEXTO HISTORICO

- DESCOBRIMENTO DO BRASIL
- PERIODO DAS GRANDES NAVEGAÇÕES

.Início da exploração da colônia: extração de pau-brasil e do cultivo da cana de açúcar.

. Expedições de exploração e reconhecimento da nova terra.

.Vinda dos jesuítas: trabalho de catequese dos índios e formação dos primeiros colégios.


Características literárias:

Importante:  Divide-se em dois tipos de Literatura:

LITERATURA DOS NAVEGANTES - Informar
LITERATURA DOS JESUITAS -          Catequisar

. Literatura de caráter documental sobre o Brasil de cronistas e viajantes estrangeiros.

. Literatura "pedagógica" dos jesuítas, visando à catequese dos índios.

Autores e obras

.Carta de Pero Vaz de Caminha ("certidão de nascimento" do Brasil)
-  PRINCIPAL DOCUMENTO/OBRA DO PERIODO QUINHENTISTA

Literatura de informação

.Pero Magalhães Gândavo: História da província de Santa Cruz a que vulgarmente chamamos Brasil

.Gabriel Soares de Sousa: Tratado descritivo do Brasil



Literatura de catequese

.Padre Manuel da Nóbrega: Diálogo sobre a conversão do gentio

. Padre José de Anchieta: Na festa de São Lourenço (peça teatral), Poema à Virgem (de tradição medieval)


Pe. Anchieta é conhecido por seu teatro e poesia que tinham como assunto principal a edificação do índio e do branco. Seus textos se apoiavam na luta do bem contra o mal, na anjo e no demônio, utilizava a dança e o canto para chamar a atenção do índios levando ao Pe. Anchieta a pesquisar a língua tupi-guarani chegando a estudar a gramática tupi-guarani e Anchieta misturava três línguas - o tupi, o português e o espanhol, além de citações em latim.

Na poesia Expressa a profunda devoção à virgem Maria e ao Teocentrismo do universo pregava o distanciamento do pecado encontrando o consolo do divino e como recompensa a felicidade e o amor de Deus ,utilizava-se de “Medida Velha” empregando os redondilhos maiores (7 sílabas) e redondilhos menores (5 sílabas).


Exemplo:

Em Deus Meu Criador
Não há causa segura.
Tudo quanto se vê.
se vai passando.
A vida não tem dura.
O bem se vai gastando.
Toda criatura.
passa voando.



Contente assim minh’alma.
do doce amor de Deus.
toda ferida,
o mudo deixa calma,
buscando a outra vida,
no qual se deseja ser
absorvida.

Explicação sobre Medida Velha:

Poesia em versos redondilhos, maiores ou menores,predomina temas populares com um estilo engenhoso com trocadilhos e jogos de palavras que lembram a estética barroca.

Trechos da carta de Pero Vaz de Caminha

Dali houvemos vista de homens que andavam pela praia, cerca de sete ou oito, segundo os navios pequenos disseram, porque chegaram primeiro. Ali lançamos os batéis e esquifes à água e vieram logo todos os capitães das naves a esta nau do Capitão-mor e ali conversaram.


E o Capitão mandou no batel, a terra, Nicolau Coelho para ver aquele rio; e quando começou a ir para lá, acudiram, à praia, homens, aos dois e aos três. Assim, quando o batel chegou à foz do rio estavam ali dezoito ou vinte homens, pardos, todos nus, sem nenhuma roupa que lhes cobrisse suas vergonhas. Traziam arcos nas mãos e suas setas. Vinham todos rijos para o batel e Nicolau Coelho fez sinal para que deixassem os arcos e eles os pousaram. Mas não pôde ter deles fala nem entendimento que aproveitasse porque o mar quebrava na costa.


Exercícios

1- (UNISA) A “literatura Jesuítica” nos primórdios de nossa história:

a) tem grande valor informativo;
b) merca nossa maturação clássica;
c) visa à catequese do índio, à instrução do colono e sua assistência religiosa e moral;
d) está a serviço do poder real;
e) tem fortes doses nacionalistas


Resposta correta C

2- (CESMAZON) O culto a natureza, característica da literatura brasileira, tem sua origem nos textos da literatura de informação.Assinale o fragmento da carta de Caminha que já revela a mencionada característica.

a) “Viu um deles umas contas rosário, brancas; acenou que lhes dessem, folgou muito com elas, e lanço-as ao pescoço.”
b) “Assim, quando o batel chegou a foz do rio, estavam ali dezoito ou vinte homens pardos todos nus sem nenhuma roupa que lhes cobrisse suas vergonhas.”
c) Mas a terra em si é muito boa de ares, tão frios e temperados como os de Entre-Douro e Minho, porque,neste tempo de agora, assim os achávamos como os de lá. Águas são muitas e indefinidas. De tal maneira é graciosa e querendo aproveita-las, dar-se-à nela tudo por bem das águas que tem.”
d) “Porém o melhor fruto, que dela se pode tirar, me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar.”
e) “Mostrara-lhes um papagaio pardo que o Capitão traz consigo, tornaram-no logo na mão e acenaram para a terra, como quem diz que os estavam ali.”


Resposta correta C

3) (Universidade Federal de Santa Maria)- Sobre a literatura produzida no primeiro século da vida colonial brasileira, é correto afirmar que:

a) é formada principalmente de poemas narrativos e textos dramáticos que visavam à catequese.
b) Inicia com prosopopéia, de Bento Teixeira.
c) É constituída por documentos que informam acerca da terra brasileira e pela literatura jesuídica
d) Os textos que a constituem apresentam evidentemente preocupação artística e pedagógica.
e) Descreve com fidelidade e sem idealizações a terra e o homem, ao relatar as condições encontradas no Novo Mundo.

Resposta correta C

4) (UFV) Leia a estrofe abaixo e faça o que se pede:

Dos vícios já desligados
nos pajés não crendo mais,
nem suas danças rituais,
nem seus mágicos cuidados

(Anchieta , José de. O Auto de São Lourenço [Tradução e adaptação de Walmir Ayala] Rio de Janeiro: Ediouro[s.d.] pg 110)

a) Os meninos índios representam o processo de aculturação em sua concretude mais visível, como produto final de todo um empreendimento do qual participam com igual empenho a Coroa Portuguesa e a Companhia de Jesus.
b) A presença dos meninos índios representa uma síntese perfeita e acabada daquilo que se convencionou chamar de literatura informativa.
c) Os meninos índios estão afirmados os valores de sua própria cultura, ao mencionar as danças rituais e as magias praticadas pelos pajés.
d) Os meninos índios são figuras alegóricas cuja construção como personagens atende a todos os requintes da dramaturgia renascentista.
e) Os meninos índios representam a revolta dos nativos contra a catequese trazida pelos jesuítas, de quem querem liberta-se tão logo seja possível.