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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013


“CU... CULT... CULTURA... QUEDÊ A CULTURA?”

SECRETARIA DE CULTURA... POR QUE NÃO A CRIAÇÃO DE UMA FUNDAÇÃO PÚBLICA CULTURAL.
Caros colegas, depois de ler e ver o chororô, lamentações e até agressividade de alguns colegas ligados à política cultural de nossa cidade de Araguaina, coloco este pequeno texto como contribuição a discussão iniciada nas redes sociais e que tem causado certa polêmica.
Não quero aqui discutir se a ação do novo prefeito foi política, politiqueira, administrativa ou de gestão. A minha discussão é outra. Como vamos gerir a cultura de nossa cidade? e não QUEM vai gerir a cultura de nossa cidade. Aos desavisados e mais afoitos, aviso logo, sou a favor sim, do Willamas na Cultura, acho que é competente para tal e inclusive, merecedor.
E acredito também que vai estar a frente da GESTÃO cultural do Governo Ronaldo Dimas.   Porém, discordo da impetuosidade de alguns colegas em extravasarem sua emoção e “decepção” em apenas um dia de governo do novo prefeito. “É muito cedo amor, mal começastes...”
Acredito que vamos ter uma gestão cultural à altura de nosso município, independente de quem ocupe a pasta extinta. Pois, o que acabou foi apenas o cargo, o nome, Secretaria de Cultura, e isto é fácil de substituir, por Diretor de Cultura, Superintendente de Cultura, Gerencia de Cultura, ou qualquer outro nome. A cultura no sentido “strictu” não se acaba independente de qualquer prefeito que ocupe o cargo.
Fiz uma pequena pesquisa no Ministério da Cultura, e participei no ano passado dos Foruns de cultura e levo o resultado disto, como minha contribuição a este entendimento.
No material sobre o Sistema Nacional de Cultura, quando aparece a Secretaria de Cultura como órgão de coordenação, logo em seguida vem a expressão “ou órgão equivalente”. O que isso quer dizer?
O órgão de gestão da cultura nos Estados pode ter várias características: ser uma secretaria exclusiva; uma secretaria em conjunto com outras políticas setoriais; um setor subordinado a outra secretaria; um setor subordinado diretamente ao governador(prefeito); ou uma fundação pública, subordinada a outra Secretaria ou diretamente ao prefeito.
 Em vários Estados, a cultura é parte de uma secretaria maior, responsável também por setores como educação, turismo, lazer e esporte. Em geral, quando a cultura está junto com a educação, ela é considerada de forma marginal, mesmo porque a educação tem muito mais recursos (vinculados constitucionalmente) e exigências legais que naturalmente acabam absorvendo o gestor.
Por outro lado, quando vinculada ao turismo, ao esporte e ao lazer, a cultura costuma ocupar lugar de destaque, embora geralmente continua dispondo de poucos recursos. Do ponto de vista do Sistema Nacional de Cultura,
O SNC – Sistema Nacional de Cultura tem a pretensão de que  Estados e municípios tenham um órgão específico para a cultura, que é um sinal evidente de que a administração valoriza e dá importância ao setor. Nesse caso, o órgão específico é a Secretaria de Cultura e o equivalente é a Fundação Pública de Cultura.
Especificamente em Araguaina, temos uma lei sancionada no final de 2011, pelo prefeito Felix VAluar, que institui novamente o Conselho Municipal de Cultura, para que este ficasse responsável pela elaboração das diretrizes culturais em nossa cidade é a lei municipal, LEI  Nº  2772,  De  20  DE  DEZEMBRO  DE  2011, DISPÕE  SOBRE  A  REESTRUTURAÇÃO  DO  CONSELHO MUNICIPAL  DE  POLITICAS  CULTURAIS  DE  ARAGUAÍNA.
Que em seu artigo 5º estabelece a sua competência:

... Art.  5º  -  Ao  Conselho  Municipal  de  Políticas  Culturais  de  Araguaína  compete:  
X-  emitir  parecer  sobre  assuntos  e  questões  de  natureza  cultural  que  lhes  sejam  submetidos  pela  Secretaria  Municipal  de  Cultura  ou  solicitados  por  instituições  culturais  devidamente  reconhecidas;    
 XI  -  apreciar  e  aprovar  as  diretrizes  do  Fundo  Municipal  de  Cultura;    
 XII  -  propor,  analisar,  discutir  e  acompanhar  a  execução  do  Plano  Municipal  de  Cultura;  
  XIII  -  submeter  à  apreciação  da  Secretaria  Municipal  de  Cultura,  para  possível  homologação,  os  atos  e  resoluções  que  fixem  doutrina  ou  norma  de  ordem  geral.   (...) 

Este conselho deveria ser público e transparente, porém muitos poucos conhecem quem são estas pessoas. Eles são responsáveis pela elaboração do Plano Municipal de Cultura e das políticas culturais do município.
Acredito na solução, através de um ato de gestão e de engajamento da classe artística na criação de uma Fundação Pública, com o apoio da nova administração, para gerir a cultura política em nossa cidade.  
No Brasil, a gestão pública da cultura pode ser feita através de órgãos da administração direta(secretaria) ou da administração indireta(Fundação). Qual a diferença entre um órgão público  e uma fundação? De que forma a atuação pode ser mais eficaz para  a implantação de  políticas culturais?
1 - Primeiramente vamos as vantagens e desvantagens de se ter uma Secretaria Municipal de Cultura
Uma Secretaria é um órgão autônomo, que está localizado na cúpula da Administração, imediatamente abaixo dos órgãos independentes e diretamente subordinados ao seus chefes, ao prefeito no caso..
Estes órgãos têm ampla autonomia administrativa, técnica e financeira, caracterizando-se como órgãos diretivos, com funções de planejamento, supervisão, coordenação e controle das atividades que constituem sua área de competência. Entretanto, os atos por eles praticados são imputados à entidade estatal a que pertencem por isso, não podem celebrar contrato, cabendo fazê-lo a pessoa jurídica por intermédio dos agentes que a compõe.
O excesso de burocracia a que estes órgãos estão submissos é uma das dificuldades encontradas pela gestão cultural. Como a cultura em geral exige ações rápidas, os procedimentos legais necessários para a implantação de políticas culturais tornam-se empecilhos para o desempenho das áreas.
As ações realizadas por órgãos da administração direta  ficam sujeitos às mudanças políticas da esfera governamental, padecendo de fragilidade em sua  continuidade, a cada mudança nos principais escalões de governo. É o que se observa agora.
Para a maioria dos políticos no Brasil, Cultura é desperdício de dinheiro público.

2. Segundo, as vantagens e desvantagens de se criar uma fundação Pública Cultural.
As fundações públicas são pessoas jurídicas instituídas e mantidas pelo Poder Público para prestar atividades não lucrativas de interesse coletivo.
A fundação pública, mais comum para a gestão cultural, é “uma espécie de autarquia, também chamada de autarquia fundacional, com regime jurídico, administrativo e econômico e todas as prerrogativas e sujeições que lhes são  próprias.
Como uma espécie do gênero autarquia, possui orçamento próprio, funcionários concursados, autonomia financeira dentro do seu orçamento, procedimentos próprios de licitação e está submetida a controle pelo tribunal de contas.
Desta forma, uma fundação possui ampla autonomia para buscar parcerias e recursos de terceiros no sentido de viabilizar a implantação de ações na esfera da cultura. Diferente dos órgãos públicos, que não podem selar contratos, as fundações  pode gerar receitas próprias. A fundação pode obter outras rendas, além dos recursos do orçamento municipal, através da cobrança de ingressos, concessão de exploração comercial de espaços de suas instalações, doações, parcerias com a iniciativa privada e venda de publicações, cartões ou outros produtos. Essas receitas adicionais podem ser integralmente aplicadas nas atividades da entidade.
A fundação cultural, a meu ver, tende a se apresentar com maior visibilidade junto à população, pois fica diferenciada da prefeitura e assume uma identidade própria. A implantação de uma política cultural mais democrática e participativa encontra terreno fértil na estrutura da fundação.
Pode-se criar mecanismos que incentivem a participação da população na esfera de decisão:  O envolvimento da sociedade local em torno da fundação pode ser ampliado através de comissões temáticas (patrimônio histórico, formação artística,  demandas específicas de regiões, etc.) reunindo envolvidos com os temas em questão e assumindo um caráter dinamizador das atividades da fundação. Logicamente, para assumir este papel é necessário que a entidade lhes ofereça a infra-estrutura necessária.
E aqui é onde entra o papel do prefeito, Se a classe artística inteirar-se do assunto, e o prefeito Ronaldo Dimas, tiver interesse que esta entidade seja criada, nós poderemos resolver de vez boa parte da problemática cultural de nossa cidade, que é criar efetivamente políticas publicas de cultura; e não ficar dependendo de passes de mágicas, de decretos, de troca de secretários, disputas partidárias e paixões pessoais.
Vamos em frente contem comigo para aprimorarmos esse debate, pois quem se julga responsável por ter elegido um prefeito, ou ajudado a eleger, não pode fugir da luta agora. E se teve forças para fazê-lo. Tem que usar este poder de mobilização e esta força para alavancar e eleger a cultura de nosso município.
EDSON GALLO. Advogado, Professor e Presidente da ACALANTO – Academia de Letras de Araguaina e Norte Tocantinense. 

sexta-feira, 16 de março de 2012

LITERATURA: Gallos Noites e Quintais: um Sarau

Escritor Edson Gallo divulga nova obra literária em Araguaína

Por Gláucia Mendes (do Jornal do Tocantins)

A vida pode ser uma aquarela e as cores enchem os olhos. A cor de um poema pode encher os olhos e a alma. O sarau literário Gallos's, Noites e Quintais apresenta hoje, a partir das 20 horas, o livro A Cor do Poema, na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB) em Araguaína.

De acordo com o escritor Edson Gallo, o objetivo principal do lançamento é valorizar a literatura. Ele explica que a ideia começou entre os amigos e foi tomando proporções maiores até que surgiu o livro. O escritor, descreve que, quem ler o livro, vai se deparar com um conteúdo diversificado. "A intenção é mostrar a cor do poema, que um poema, tem várias matizes, vários sentimentos, várias formas de se expressar. Que não existe uma cor predominante na vida. Cada um pinta a sua vida de acordo com a cor do tempo. A vida é uma grande aquarela", expressa.

 Destaque

Para Galo, existe duas poesias marcantes no livro. "A Cor do Poema e Aniversário da Cidade. Esta última é uma homenagem, à memória do povo araguainense, lá você encontra antigos moradores e um registro da história desta cidade", lembra.

Segundo o escritor, o livro é recomendado para todas as faixas etárias, para quem gosta de apreciar uma leitura fácil e reflexiva acrescenta o poeta. "Para quem quer descobrir que é possível extrair a poesia de coisas e pessoas simples, lembranças e saudades e para quem quer viver momentos de nostalgia", conclui. O sarau literário Gallo's Noites e Quintais conta com o apoio da Academia de Letras de Araguaína e Norte Tocantinense (Acalanto).
O quê: Lançamento do livro A Cor do Poema

Quando: Hoje

Onde: AABB em Araguaína

GALLO LANÇA A COR DO POEMA EM ARAGUAINA


O escritor Edson Gallo, presidente da Academia de Letras de Araguaina e Norte Tocantinense - Acalanto, lança nesta sexta-feira, 16, às 20h, na AABB de Araguaina o livro A Cor do Poema. A sessão de autógrafos ocorre dentro do evento lítero-musical Gallo´s Noites e Quintais, com participação de outros autores da região norte do estado e músicos da cidade.

A Cor do Poema é o segundo livro de poesias do autor, que pretende com a obra demonstrar que um poema tem vários matizes, vários sentimentos, várias formas de expressão. Para Gallo, “não existe uma cor predominante na poesia assim como na vida. Cada um pinta a sua vida de acordo com a cor do tempo, de seus amores e atribulações. A vida é uma grande aquarela com expressão poética”.

 
A Cor do Poema foi uma elaboração poética que consumiu tempo ao autor. Segundo Gallo, ele deveria ser um livro que falasse exclusivamente sobre amor, fortemente influenciado à época em que iniciou sua escrita pela leitura de A Arte de Amar, de Ovídio. “Mas não consegui ser clássico como o velho poeta do último século anterior a Cristo. Outros temas foram tomando forma, se entrelaçando aos temas já escritos e o resultado foi a diversificação”, confessa. Mas sente-o assim mais completo, “o amor, inspiração do livro, deu vazão à simplicidade, ao cotidiano, à memória, à nossa história”, explica.

Pela atualidade temática, Gallo acredita na identificação imediata do leitor com A Cor do Poema, proporcionada pela leitura fácil embora reflexiva. “O leitor vai descobrir que é possível extrair poesia de pessoas e coisas simples; de lembranças e saudades. Vai reviver com a poesia momentos nostálgicos”, aposta.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

jjLeandro lança livro na FLIT


premiado pela Fundação Cultural

O jornalista e escritor jjLeandro lança o livro Memórias de Petelico na Feira Literária Internacional do Tocantins, dia 3 de agosto, às 19h15, em Palmas. O evento acontece no Café Literário, durante o 7º Salão do Livro.

Memórias de Petelico, quarto livro do autor residente em Araguaina, foi vencedor do concurso Bolsa de Publicações Maximiano da Mata Teixeira, da Fundação Cultural do Tocantins, na categoria romance em 2009. A premiação previa a publicação do livro cuja edição terá parte doada a escolas públicas estaduais e outra ao autor.

Segundo jjLeandro, o lançamento durante o 7º Salão do Livro põe a obra em contato com leitores de todo o Estado possibilitando ocasião única de divulgação do livro. “O Salão amplia o alcance da obra, sendo portanto rara oportunidade para lançamento de livros. Qualquer autor desejaria um evento desse para lançamento de sua obra”, diz.

A obra
Memórias de Petelico é um romance narrado por uma criança que vê a sua cidade natal (Carolina – MA) perder importância econômica na década de 1960 com o advento da Belém-Brasília e o surgimento de outros centros populacionais no antigo norte goiano, hoje Tocantins. O próprio autor e sua família migraram, como fizeram milhares de pessoas, para Araguaina.

Para dar corpo à obra, jjLeandro utiliza o encadeamento de crônicas em capítulos tendo todas elas como fio condutor da narrativa a progressiva perda de importância de sua Carolina frente às cidades que se formavam na região.

No prefácio, Murilo Vilela (acadêmico da Acalanto) diz que “Petelico, agora desmistificado, sai do casulo metafórico de suas memórias e assume sua posição de intelectual respeitável. Não fala mais pela voz de sua ventríloqua, uma vez que a identidade de suas expressões posicionou-o, exatamente, nos sonhos do passado e na realidade dos dias de hoje. Jornalista, escritor e poeta de talento, convence e agrada porque a visão fotográfica de suas observações são fiéis como as badaladas do sino da Matriz de São Pedro de Alcântara”.

O autor
O autor
jjLeandro é autor de outros três livros: Quase Ave, poesia, 2002; Babaçulândia, ensaio histórico, 2008; e A Morte no Bordado, romance, 2009. Já recebeu outras duas premiações com seus livros: do Instituto Goiano do Livro como poeta inédito no Concurso Cora Coralina em 2002 e da Bolsa de Publicações Maximiano da Mata Teixeira em 2009 com A Morte no Bordado.


Nascido em Carolina-MA, jjLeandro reside em Araguaina desde 1990. É membro da Acalanto – Academia de Letras de Araguaina e Norte Tocantinense desde 2003.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

RISOS E FLORES PARA MURILO BAHIA BRANDÃO VILELA

Ainda muito novo, o recém-formado médico, Murilo, deixou as belezas e as delícias do mar do nordeste para se plantar no agreste Tocantins. Deixou Alagoas com seus cantos e encantos. Deixou seus amigos, colegas de jornada estudantil para se embrenhar no babaçual do norte. Deixou sua família, as lembranças mais ternas e profundas da sua terra para construir o seu mundo.

Há quase meio século, Tocantinópolis foi presenteada com a presença rica e marcante do Dr. Murilo. O poeta. O cronista. O contista premiado. O artesão. O pescador. O ambientalista. O sertanejo. O cidadão nota dez. O amigo, sobretudo, dos pobres, o médico que fez do seu ofício um sacerdócio.
Hoje, o Rio Tocantins está mais cheio de água, a água do seu pranto pela ausência de quem conhecia profundamente suas entranhas; de quem navegava de canoa ou de barco suas águas que já foram azuis; de quem denunciava as garças de plástico que continuam sufocando a caminhada do rio rumo ao oceano; de quem protegia do anzol espécies de peixes que ainda precisavam crescer; de quem sabia mais que o IBAMA o tempo da piracema.
Hoje, as palmeiras tocantinenses também choram o voo do seu amante e protetor. O balanço das suas folhas, presentes em seus poemas, em seus contos; a imponência do porte do mais alto coqueiro da região retratada em sua lente; as cuncas cheias flores do campo enfeitando sua casa, tudo transparecia beleza nas mãos do nosso imortal artista e escritor.

Hoje, os velhos cansados, o iletrado mas sábio roceiro , os abandonados pelas autoridades ou pela sorte, os doentes do corpo e da alma estão desolados. Perderam seu guru, seu protetor, seu psicoterapeuta, seu doutor, seu amigo.

Hoje, as orquídias, as pedras exóticas, as madeiras mortas, as outras finas belezas desta nossa terra; os bichos mansos ou amedrontados por predadores também lamentam a viagem sem volta do Murilo. Ele amava todos esses seres. Cuidava deles como se fossem seus irmãos, seus filhos, seus netos.

Amanhã, no entanto, haverá uma linda e animada festa no céu. Talvez uma festa sem fim. Uma festa de tocantinenses. Zizi, Cinira, Raimundo Praxedes, Alírio Gomes e tantos outros amigos seus, que se foram antes dele, acham-se com as mãos cheias de rosas e de risos para recebê-lo. Certamente, os mais animados dessa recepção sejam os tipos de rua: Jorge e Maria dos Passarins, cujas fotos tiradas por ele, estão afixadas na parede da sua sala de trabalho.

Agora, nossas almas machucadas sangram com o adeus ao Murilo. Sua vida foi uma festa em meio a seus amigos e admiradores. Sua presença foi também um dicionário que nos encheu de alegria, encantamento, surpresas e imorredouras lições.
Neste momento, aqui reunidos para homenagear o nosso maravilhoso e especial amigo, pedimos a Deus que nos console; que marque com o fogo das estrelas o bem que ele nos fez e que nos ajude a palmilhar suas pegadas rumo à construção do mundo que ele teceu. Que nos anime a viver com honradez, solidariedade, humildade e fortaleza para continuarmos a obra que ele sedimentou nesta terra que o acolheu e o abraçou tão carinhosamente.

Peço, agora, que todos os presentes se abracem como se estivessem abraçando Dr. Murilo. E que, ao final desta missa, cantem o Hino da Boa Vista, obra artística que nos une, enche-nos de entusiasmo e de esperança. E que Deus nos proteja para sempre!

Isabel Dias Neves – Belinha - Academia Tocantinense de Letras - 25/05/2011

domingo, 4 de abril de 2010

ARAGUAÍNA : O BURACO É MAIS EMBAIXO.

Situação caótica em Araguaina(TO).


Neste feriado, depois de ler o e-mail dos professores da UFT, pedindo ao executivo e legislativo para que se sensibilizem e reflitam sobre o seu verdadeiro papel, e assistir ao vídeo de um boneco que representa o Prefeito Valuar sendo queimado em praça pública, ornamentado com camisinhas e garrafas de cerveja em volta do pescoço, faço um Alerta aos meus amigos vereadores: saibam reconhecer o grito rouco das ruas.
Não subestime o povo. O povo, quando descrente de que o Estado possa fazer Justiça, sai para protestar. E grita. É a conhecida voz rouca das ruas que, historicamente comprovada, derruba governos.
Estou querendo entender, uma Câmara, aparentemente formada por pessoas experientes, formadas e conscientes, que a meu ver parece ter feito um pacto burro, afundar todos juntos. O que se vê na TV são representantes buscando as mais absurdas e inescrupulosas desculpas para tapar o sol com a peneira, em relação a desastrosa administração do Prefeito Valuar em Araguaina(TO). Comparando com administrações passadas como se um erro justificasse outro. Araguaina não pode ficar refém de comparações errôneas.
Vamos fazer comparações positivas, comparar com o que deu certo, mesmo que em outras cidades. Araguaina não pode coadunar com esse “pacto do silêncio” que alguns representantes e autoridades fizeram sem comunicar com o povo. A Câmara precisa ouvir críticas e refletir. Nem tudo é politicagem. Política, sim é tudo. Política de desenvolvimento. Política construtiva se faz com debates nas universidades ou nas ruas. Agora também na “rua on-line”. Diálogo, pressupõe ao menos duas opiniões. É tempo de AVATAR, redes de relacionamento, net, chats, varias pessoas se comunicando.
Não se pode admitir que toda vez que se faz uma crítica (construtiva), como este que professores e alunos fazem, pedir para que a Câmara reflita, e serem recebidos, muitas vezes com agressão, com argumentos falaciosos e escusos, ou mesmo, apresentarem a única solução deles. SOS.
Não vai ter SOS que dê jeito. Tem que ter planejamento. CHEGA DE SOS são 20 anos de SOS. Joaquim Quinta, Cesar Hallum, Paulo Sidnei, Valderez, Valuar, todos governaram a base de SOS e a cidade continua com os mesmos problemas. Alguém precisar pensar grande nesta cidade.
A cidade só perde com esse pensamento pequeno de nossos líderes. Somos quase 150 mil. Os professores das faculdades ITPAC, UFT, Católica, CESTEP, estão todos indo embora. Três grandes empresas(Bob´s, Girafa, Carrefour) deixaram de abrir lojas aqui e foram para Palmas. As lojas estão fechando. Só crescem as oficinas mecâncias. Aqui não tem nem aeroporto(disse um investidor).
O problema não são só os buracos, o buraco é mais embaixo. GESTÃO.
Só pra contribuir com a reflexão. Vamos pedir a prestação de contas. O Prefeito anda dizendo que gastou nove milhões tapando buracos. Ou seja, tem dinheiro. Esta semana veio mais, dinheiro tem. Olhem ai, só no dia 25/03/2010 quarta-feira passada. O ministério das Cidades depositou mais R$ 2.347.669,77 para tapar buracos.
Data da Última Liberação: 25/03/2010 - Valor da Última Liberação: R$394.480,00
Data da Última Liberação: 25/03/2010 - Valor da Última Liberação: R$1.935.189,77