sexta-feira, 4 de novembro de 2011

LITERATURA DA UFT 2012 - A CASA (IN)COMODOS (DI)VERSOS - OSMAR CASAGRANDE

A CASA (in)cômodos (di)versos

GÊNERO: LÍRICO
CATEGORIA: POESIA
ESTILO: LITERATURA TOCANTINENSE – AUTOR REGIONAL


Osmar Casagrande

O escritor Osmar Casagrande Campos nasceu em Presidente Epitácio em 8
de dezembro de 1956.
Escritor Osmar Casagrande no Colégio NERDS,
na cama um dos incomodos versos de sua obra, A CASA.

Aos 15 anos mudou-se para Bragança Paulista, depois para São Paulo

onde passou boa parte de sua juventude. Foi na capital paulista que

aprimorou sua arte de escrever;ali também formou em Comunicação Social,

dando preferência à Publicidade e Propaganda.

Atualmente Osmar Casagrande vive em Palmas, capital do estado do

Tocantins onde alem de dedicar-se à literatura, pois é autor de dois

livros: Retalhos (Contos) lançado em 2002 e A Casa (arquitetura

poética), também é ator, dramaturgo, contista, apresentador de TV tendo trabalhado na Fundação Cultural do Estado do Tocantins, exercendo a função de gerente de literatura.

Osmar Casagrande é membro fundador da Academia Palmense de Letras, da qual foi vice-presidente.

segundo o poeta Zacarias Martins, Casagrande é um expoente do movimento literário contemporâneo no Estado do Tocantins. Poeta plural e que tem por diretriz não se prender a temas ou estilos pré-estabelecidos, Osmar Casagrande consegue produzir uma poesia vibrátil e ao mesmo tempo multiforme e irisada, combinações essas que contribuem sobremaneira para cativar ainda mais o leitor ao se deparar com belas páginas poéticas.

É graduado em Comunicação Social habilitação em Publicidade e Propaganda, nas Faculdades Integradas Alcântara Machado, na cidade de São Paulo - SP, ano de 1980. Pós-graduado em Comunicação, Sociedade e Meio Ambiente, pela Universidade Federal do Tocantins, ano 2007 e acadêmico em Direito, na Universidade do Tocantins.

é autor de crônicas, contos, artigos e poemas editados em diversos jornais da capital do Estado do Tocantins. Autor do livro de poemas A CASA (in)cômodos (di)versos lançado em abril/2009.

A CASA (in)cômodos (di)versos


Em seu exercício de constante ressignificação, A Casa é, em verdade, uma planta arquitetônica da vila / cidade / país / mundo em sua amplitude de intencionalidades. É uma casa mundana, onde não faltam as aventuras de altos voos do espírito, à qual o autor nos convida constantemente a penetrar, ocupar, gozar, num à vontade desses do interior.

Osmar Casagrande e Edson Gallo no Salão do Livro em Palmas/TO
“No livro faço a apresentação de cada cômodo. Desse modo o visitante saberá sempre o que há em cada um deles antes de aventurar-se. Aliás, penso que isso ajuda em muito orientar o sentido da ideia casa”, explica o autor, fazendo um convite especial para que o leitor adentre nesse recinto totalmente impregnado de poesia da melhor qualidade.

A CASA (in)cômodos (di)versos

A CASA (in)cômodos (di)versos, de Osmar Casagrande, é um livro de poemas, no sentido “latu” da palavra poema, ou seja, o poema destaca-se imediatamente pelo modo como se dispõe na página. Cada verso tem um ritmo específico e ocupa uma linha. O conjunto de versos forma uma estrofe e a rima pode surgir no interior dessa estrofe. A organização do poema em versos pode ser considerada o traço distintivo mais claro entre o poema e a prosa.

Distinção esta que é visível a olhos nus, Casagrande exercita com maestria o poema em prosa, colocando fim à discussão da existência de “gêneros puros” entre poema, poesia e prosa.

O que está mais visível ali é a presença do lirismo, essência da poesia, também em textos escritos em prosa. o chamado “poema em prosa” que, como o nome sugere, funde estas linguagens antes vistas como antagônicas. No livro, Casagrande, aos moldes de um Mário Quintana usa a prosa como forma de escrever uma poesia carregada de um lirismo sutil e encantador que fala principalmente sobre elementos da vida cotidiana.

E que na sua essência capta toda a temática dos escritores/poetas do modernismo e da contemporaneidade. A temática do cotidiano é corriqueira na poética de Osmar e apresenta-se como principal ponto de contato entre o poeta e o jornalista/arquiteto, profissionais da construção das palavras.

O autor retira do seu dia-a-dia os elementos e os temas para sua arte, ou seja como recurso textual, a elaboração de imagens estéticas fortes, com uma alta carga de lirismo, e a relação de proximidade entre narrador/autor e eu lírico.

Estruturalmente organizados em cômodos de uma casa e são “diversos” cômodos , o poeta estrutura sua obra, não como se fosse um poeta, mas sim um arquiteto. E eis, a Arquitetura poética de Osmar Casagrande.

O livro, ou A CASA, é dividido em seis partes, ou melhor em seis cômodos : A Sala, A Biblioteca, O Quarto, A Alcova, o Banheiro e a Cozinha. Para cada cômodo dA CASA, o poeta recheou-a de (di) versos poemas sobre os mais variados temas.

No primeiro momento do livro o autor adverte, já nas Boas-vindas, que a CASA “não é grande”, porém, “é rica em ternura”. E convida o leitor para conhecer todos os cantos da casa, suas peculiaridades e, retoma a Casa encabulada de Vinicius de Morais, como referência poética do que se espera encontrar em todos os seus (in)cômodos (di)versos.

A riqueza de figuras de linguagem presente na obra se verifica com a comparação e/ou similaridade que o poeta utiliza com a imagem da casa. A Casa, imediatamente nos traz imagens de uma linda construção, simples, e mágica. Imagem tão inovadora que parece poesia feita de concreto, vidro, aço e todos estes materiais novos e fantásticos que permeiam o nosso cotidiano e parece nos dizer que isto é modernidade.

Daí, que Osmar Casagrande poderia perfeitamente se enquadrar tanto como um poeta que traz as características dos poetas da segunda e terceira geração do modernismo brasileiro, quanto da poesia contemporânea brasileira.

Podemos destacar como características dos poemas de A CASA: a ironia, a reflexão sobre o destino do ser humano, a poesia lírica, o regionalismo, verso livre em paralelo a formas fixas, o verso livre, o verso branco e traços de concretismo com poemas visuais.

Os temas das poesias são universais, pois seu os olhar está voltado à vivências da sociedade a respeito das crises sociais e humanas em que vivem o ser humano e o mundo contemporâneo.

Em sua poesia, observa-se uma constante nota de ternura e paixão pela vida. Seu lirismo intimista registra o cotidiano com simplicidade, atribuindo-lhe um sentido de evento e espetáculo. Nela, também, estão presentes a infância, a terra natal (São Paulo,Tocantins) , a cultura popular, a família, a imagem do poeta louco, a defesa da linguagem modernista, a sensualidade, o lirismo inovador, o antilirismo, a reflexão existencial, a saudade dos amigos e o humor.

Linguagem simples, herdada da profissão de jornalista, comunicação direta, pensamentos, anotações, liberdade de tamanhos e formas. Casagrande não consegue dissimular (ainda bem) o que aprendeu na publicidade, como redator que foi, e que acabou sendo um elemento que modificou a sua poesia. Uma poesia que traz a estética do novo, mas sem os arroubos da inovação dos primeiros modernistas. Uma poesia mais intimista, madura e profunda.

A poesia bem feita, o verso bem engendrado tem a mesma finalidade da poesia antiga: revelar sentimentos, paixões, revoltas, tristezas, desenlaces, etc.

Podemos afirmar que os temas freqüentes e recorrentes Casagrande são: valorização da imaginação, o sonho, a fantasia, o devaneio, o encanto, o misticismo, a humanidade, a existência, o carinho, o aconchego, a pureza, a canção e o mundo infantil (escapismo da realidade).


Vejamos alguns poemas do livro:

Na primeira divisão do livro, intitulada A Sala, composto de 23 poemas, dos mais variados temas, o poeta nos apresenta e, desde já, inicia a apresentação de sua Casa, para falar principalmente dos problemas do mundo, da politicagem e do cotidiano:

Em Feito Anjo, vemos a temática do humano se sobrepondo ao preconceito ao homossexualismo. Um olhar do poeta, sobre a homofobia, questões do nosso dia-a-dia e do nosso tempo - cotidiano.

FEITO ANJO (aos anjos sem asas)

Você que me olha como se eu fosse bicho,

fosse bicha,

saiba: sou humano.

E saiba você que olha meu sexo

como se fora do demônio:

sou mais o sexo dos anjos.

Você, que me corta da lista,

você que me exclui da vida,

você que me retira da vista:

se dispa.

Dos preconceitos,

dos conceitos,

de todos

os seus medos,

dos inocentes

receios.

Me veja

como bicho

ou como deus grego:

julgamentos não receio.

Antes de julgar,

se for capaz,

toque-me o corpo,

toque-me o desejo,

toque-me os sexos,

toque-me os seios,

toque-me a alma.

Mais que humano,

esse é meu jeito de ser:

feito anjo.


Em Vida Moderna, o poeta, abusa da repetição de palavras e sons, (aliteração e paralelismos, paranomásias) mostra todas as doenças do mundo moderno e do homem moderno, e ao final, fecha com bastante ironia com a imagem da loucura. Aliás, a loucura é tema recorrente na poética de Osmar Casagrande, senão, vejamos também, o poema Poeta Louco:

VIDA MODERNA

Cuidado com o fumo que ele te acaba.

Cuidado com a cirrose, com os amigos falsos.

Cuidado com a artrite, a bronquite, a labirintite.

Cuidado com o discurso, o escuso, o escuro.

Cuidado com o cão, o povão, os bichos todos.

Cuidado com os tolos.

Cuidado, sobretudo, com o silêncio.

Ele nos faz sensatos

- e loucos.


Poeta louco

surfo nas ondas mentais

correndo o risco de desabar

em infernos astrais



das psicoses esdrúxulas

subtraio o suco ácido

do delírio



e no altar dos desejos

queimo neurônios kamikazes

no fogo louco da paixão...

A loucura, aparece em vários trechos dos poemas de Casagrande, em Jornalista, por exemplo, ele diz: com tanta profissão no mundo/ e tanta possibilidade em vista,/só mesmo sendo muito louco/para escolher ser jornalista.

A figura do “Poeta louco", surge como uma pessoa "possuída", "profeta". “diferente” dos meros mortais. Mas, como todos esses englobam um tanto de loucura, de fato, está havendo até certo ponto uma redundância. Todos são um pouco loucos.

Etimologicamente, poesia (poiesis) tem sua origem no verbo "poien" (fazer, criar). Assim, "poesia é uma ação, uma criação". E, segundo Erasmo, só à loucura leva à ação, porque a prudência inibe. Portanto, os poetas são todos loucos. Muito coerentemente, com a redundância detectada pelo poeta.

Em a Mulher de verdade, o poeta faz uma análise do chamado "mundo feminino". Aquelas criaturas submissas de algumas décadas atrás, iniciaram uma reação espantosa, em defesa de seus direitos. O poeta clama para que esta figura da mulher moderna, independente, lutadora, nunca perca a ternura. É solidário com a evolução da mulher, porém adverte para que esta nunca perca a sua essência da alma feminina o amor, a ternura, enfim, a sua sensibilidade,

Mulher de verdade

Espio a vida e vejo

a mulher

revolucionando conceitos.



Passo-a-passo,

palmo-a-palmo

conquista seus direitos.



Vejo a mulher na enxada,

suas mãos que se fazem duras,

e peço, mulher,

que suas mãos nunca percam a ternura...



Vejo a mulher no birô,

dominando os comandos do computador,

e peço, mulher, comande sempre com amor.



Vejo a mulher conquistando a cibernética,

a física intergalática,

e peço, mulher, não se faça calculista,

mesmo dominando a mais alta matemática.



Vejo a mulher, a cada dia,

conquistando maior fatia de ação política,

e peço, mulher,

quando conquistar todo o poder,

não se faça despótica

como os homens gostam de ser.



Por fim eu peço, mulher:

em todos os momentos,

em todos os campos de ação,

levante sempre, bem alto,

a bandeira da liberdade.

Liberdade de ter sempre

o direito de ser

mulher de verdade!



Na segunda parte ou no segundo cômodo, A Biblioteca, o poeta trata dos que tem afinidades com as letras, os filósofos, intelectuais, escritores, Deus, índios, a metalingüística do papel jornal e do jornalista, e daqueles que conseguem ler a vida. Dentre os inúmeros poemas desta parte, (34 poemas), o poeta lança um Manifesto.

Se Cazuza, o poeta da contemporaneidade quer uma ideologia para viver, Casagrande necessita e exige uma utopia.

Manifesto

Quero uma utopia, um sonho qualquer, um delírio.

Pra todo lado que olho, só vejo a realidade.

E a realidade me estupra.

(...)



E no final:



(...)

Os caras detonaram o amor, mataram a magia.

Meu, eu preciso de uma utopia.



Em, MANIFESTO, Casagrande abusa do Informal, que se caracteriza por ser uma natureza menos rígida que a poesia formal, onde a inclusão de certas "imperfeições" lingüísticas é aceita.

Faz uso com maestria da Coloquialidade, caracterizada por frases simples, onde o vocabulário e a construção das frases seguem uma estrutura menos rígida, aceitando vocábulos de natureza menos sofisticada e até calões ou gírias.

As Experiências concretistas também estão presente s na obra de Osmar Casagrande,. Em INCEN-TATO E A COR-DE-OM, o Concretismo, poesia de vanguarda que se firmou na década de 60, também mereceu a atenção de Osmar. Palavras soltas, sonoridade, visualização. A disposição das palavras no espaço (na folha), em Incen-tato, merece destaque.

Já em A cor-de-om, a poesia visual é o "produto literário que se utiliza de recursos (tipo) gráficos e/ou puramente visuais, de tendência caligramática, ideogramática, geométrica ou abstrata, cujo centramento gráfico-visual não exclui outras possibilidades literárias (verbais, sonoras etc.)".

Em o Quarto, terceira parte livro, o poeta aborda uma temática mais intimista, aparece o seu lado mais simbolista, místico, religioso, transcendental. Aparecem poemas como Mãe, Natal, Jesus e Liame.

É na Alcova que, em vez de dormir vivo sexo. Assim, com estas palavras, Casagrande inicia o convite para se conhecer o 4º(quarto) (in)cômodo da Casa.

Poemas como A dança, Prazer, Tatear, Boca Pintada, Anatomia de um abraço, e outros, mostra-nos uma faceta do poeta intimista e carregado de sensualidade. A poesia amorosa é bem mais sensual, a mulher aparece com sua beleza física envolvida por um clima de erotismo e paixão.


Boca Pintada

Tua boca pinta ainda povoa meus sonhos.

Tua boca pintada inda beija, mordisca minha orelha.

(...)


E, finalmente, em Banheiro e a Cozinha, ultimas partes da CASA, é que Casagrande, lança um olhar sobre si mesmo, em Espelhos, e nos brinda com poemas de caráter reflexivos e existenciais.

Mais adiante, desfila, suas saudades de minas, serve-nos o Alimento do verbo, e canta os Amores de Minas.

Como se conclui da leitura de Osmar Casagrande, em sua obra A CASA (in)cômodos (di)versos, trata-se, como ele próprio sub-denominou de uma arquitetura poética. Em que, este, utilizando-se da liberdade poética, não ficou preso em critérios predefinidos, mas em decisões que o poeta tomou intuitivamente ou em normas por ele criadas, às vezes abusando da prosa na poesia, outras tingindo imagens com cores muito fortes, e com isto erigiu uma Casa, alicerçada no ritmo natural da fala, na linguagem simples, na musicalidade, no cromatismo, na estética e na maestria de construir uma excelente obra poética.


QUESTOES A CASA

1. (NERDS)

A Dança

As impossíveis curvas do teu corpo

Forçam, em levíssimo movimento,

O curvar de meus lábios em sorriso.



Em devaneio vejo,

por entre nuvens de desejo,

a tua figura a construir

arcos, espirais,

curvas de beleza sem par (...)

(Osmar Casagrande)



Quanto à linguagem do poema podemos dizer que
a) Os mar Casagrande utiliza da linguagem predominantemente conotativa, pois procura definir com exatidão o que é a dança.

b) O poeta procura definir a dança, utilizando-se de várias figuras de linguagem, a fim de expressar as diversas relações da dança com o ser, por isso, encontramos no poema uma linguagem conotativa.


c) Ao buscar a definição de dança, o poeta procura associá-la a diversos elementos da vida, utilizando assim de uma linguagem denotativa.

d) a linguagem denotativa é predominante no poema, porque trata a dança sob

diversos significados.


2. (NERDS) A definição de dança, em linguagem de dicionário, que mais se aproxima do que está expresso no poema é

a) a mais antiga das artes, servindo como elemento de comunicação e afirmação do homem em todos os momentos de sua existência.

b) a forma de expressão corporal que ultrapassa os limites físicos, possibilitando ao homem a liberação de seu espírito.

c) a manifestação do ser humano, formada por uma seqüência de gestos, passos e movimentos desconcertados.

d) o movimento diretamente ligado ao psiquismo do indivíduo e, por conseqüência, ao seu desenvolvimento intelectual e à sua cultura.


3. (NERDS)

“Por mais que te queira,

Quero agora que vá

Leva teus dengos,

Teus arremedos de carinho,

Leva teu jeito mesquinho

Pra nunca mais voltar.”



(Osmar Casagrande, poema sem retorno, in: A casa)

Os versos acima demonstram um dos traços marcantes da poesia de Osmar Casagrande, que é o:

a) misticismo.

b) euforismo.

c) desencanto.

d) radicalismo.



4. NERDS)
“O silêncio, dizem, é nada.

Contudo, na minha

Balança de precisão,

Teu silêncio esmaga.”

(Osmar Casagrande, (im)ponderável; in: A Casa)

A estrofe revela um dos tópicos dominantes da poesia de Osmar Casagrande, que é a percepção... do mundo.

a) regional

b) racional

c) impassível

d) sensual

e) reflexivo


05. (NERDS) A respeito de Osmar Casagrande e sua poesia em A Casa (in)cômodos (di)versos, seria correto afirmar que:

a) Utiliza-se dos versos para externar sua concepção barroca, explorando temas como o pecado e o perdão.

b) Elabora o cotidiano em busca de seu significado oculto.

c) É altamente intimista, vasculhando o âmago de personagens históricos com rara argúcia.

d) É regionalista hermético, preocupa-se com o Tocantins e seu povo.

e) Opera sempre na área da memória, da auto-análise e do devaneio.

06. (NERDS) São as seguintes as características básicas da poesia concreta presentes nos poemas Incen-tato e Mão Dupla de Osmar Casagrande:

a) A unidade poética deixa de ser a palavra e passa a ser o verso; busca-se adequação da forma poética às características do mundo moderno.

b) A palavra é explorada quanto aos aspectos semânticos, sintático, sonoro e gráfico (visual); o espaço “papel” passa a integrar o significado do poema.

c) Cada palavra refere-se ás palavras circunvizinhas verbal, vocal ou visualmente; respeita-se a distribuição linear da linguagem verbal.

d) Evita-se o imediatismo da comunicação visual; utilizam-se cores, tipos diferentes de letras, recursos de outras artes e linguagens.

e) O poema é uma aventura de palavras no espaço; defende-se uma poesia a serviço da manifestação da pura subjetividade.

7. (NERDS) Quanto ao ritmo utilizado por Osmar Casagrande, nos poemas de A Casa, observa-se:

a. predominância de versos de redondilha maior.

b. uso sistemático do verso decassílabo.

c. predominância de um rígido esquema rítmico.

d. combinação expressiva de vários tipos de metro, versos brancos e livres.

e. uso sistemático do verso alexandrino.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

LITERATURA DA UFT 2012- CONTOS FLUMINENSES - MACHADO DE ASSIS

RESUMO DA OBRA


CONTOS FLUMINENSES
GÊNERO: NARRATIVO
CATEGORIA: CONTOS
ESTILO: REALISMO – PROSA


Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis é considerado o maior nome da literatura brasileira do século XIX. Nasce na cidade do Rio de Janeiro e, de família pobre, passa a infância no morro do Livramento. Órfão de mãe, é criado pela madrasta. Freqüenta o curso primário em uma escola pública e aprende francês e latim com um padre amigo da família.
Trabalha como aprendiz de tipógrafo, revisor e funcionário público. Aos 16 anos publica o primeiro poema, Ela, na revista Marmota Fluminense. A partir de 1858 colabora em órgãos de imprensa. É um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, em 1896, e, no ano seguinte, torna-se seu primeiro presidente. Sua obra de romancista costuma ser dividida em duas fases.

A primeira é marcada pela presença de características românticas na apresentação dos personagens. Desse período são Contos Fluminenses, Ressurreição (1872), seu livro de estréia, A Mão e a Luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878).
À segunda fase pertencem Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900) e Memorial de Aires (1908).

Nessas obras transparece o interesse pela análise psicológica dos personagens, uma característica do movimento realista.
Escreve ainda poemas, crônicas, peças de teatro, críticas teatrais e literárias. Morre de câncer em sua cidade natal

CONTOS FLUMINENSES

O conto machadiano

Diferentemente do que faz nas narrativas longas, Machado de Assis obedece, nas histórias curtas, aos princípios essenciais do gênero: concisão, rapidez e unidade dramática. O maior dos contistas, o russo Tchecov, dizia que, se num conto aparecesse uma espingarda pendurada em alguma parede, ela deveria disparar imediatamente, sob pena de não fazer sentido a sua presença naquele relato.

Para Machado de Assis, o conto, com seu núcleo temático e narrativo reduzido e sua força expressiva altamente concentrada, serviria para flagrar aspectos psicológicos da natureza humana

Tornou-se convencional a divisão da obra machadiana em duas fases. A primeira, impropriamente chamada “romântica”, abrange a produção literária entre 1870 e 1880 e engloba os romances Ressurreição, A Mão e a Luva, Helena e Iaiá Garcia, os livros de contos Contos Fluminenses e Histórias da Meia-Noite, e as poesias de Crisálidas, Falenas e Americanas. A segunda fase, conhecida como realista, configura a maturidade artística de Machado e inclui os romances Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Memorial de Aires, os livros de contos Papéis Avulsos, Histórias sem Data, Várias Histórias, Páginas Recolhidas e Relíquias da Casa Velha, e o livro de poesias Ocidentais.

Os contos de maturidade de Machado de Assis têm para o gênero a mesma importância revolucionária que Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro têm para o romance na Literatura brasileira.

O marco inicial da fase realista, o “salto qualitativo”, deu-se entre 1881 e 1882, como o romance Memórias Póstumas (1881), como os contos de Papéis Avulsos (1882) e com as poesias de Ocidentais (1882).

Não se pense, contudo, numa ruptura entre as duas fases, num salto abrupto, numa oposição diametral entre a obra dita “romântica” e a obra realista.

A crítica mais moderna tem observado que muito do Machado realista, maduro, já estava em seus primeiros livros. Assim, prefere denominar “convencionais”, e não “românticos”, os livros da primeira fase, anteriores ao Memórias Póstumas, ao Papéis Avulsos e aos poemas de Ocidentais. A fusão de ingredientes convencionais e antecipações realistas observa-se sobretudo nos romances e nos contos.

Mesmo nos livros impropriamente chamados “românticos” estão presentes a observação psicológica das personagens, o interesse como móvel principal e ações humanas, o humor reflexivo e o estilo conciso, distante da linguagem adjetivosa dos românticos. Ainda que haja tipos e situações convencionais da ficção romântica, a tensão bem X mal, herói X vilão não existe, e as heroínas agem calculadamente por interesse na obtenção de status, na ascensão social através do casamento.

Nos livros de Machado de Assis, o que mais interessa não é a ação externa, o enredo, mas o modo pelo qual o externo interfere no interno, ou seja, tudo aquilo que na ação pode ser revelador da psicologia dos personagens.

A “explosão” realista de Memórias Póstumas e Papéis Avulsos de há muito vinha sedimentando seu caminho, e a “ruga sardônica” de Quincas Borba, o “homem do subterrâneo”, o “monstro de lucidez”, o “bruxo do Cosme Velho” já vinham de longa e paciente gestação. Não há dois Machados, um romântico, outro realista; há um só, acima dos modismos dessas duas (e de outras) escolas.

Segundo Eduardo M. França, pode-se delimitar os temas abordados na obra de Machado de Assis, nesta primeira fase, como fundamentais e mais recorrentes: (1) o pessimismo em relação às capacidades do homem, (2) o personagem-artista em busca da perfeição, (3) a formação da identidade, (4) a relatividade, (5) a preferência por uma análise da psicologia universal, (6) o sentido do ato, (7) a personagem feminina, (8) a loucura, (9) a tomada do homem como objeto do próprio homem e, por

fim, (10) a tomada da fantasia como realidade.

CONTOS FLUMINENSES

Miss Dollar

Luís Soares

A Mulher de Preto

O Segredo de Augusta

Confissões de uma Viúva

Linha Reta e Linha Curva

Frei Simão

Primeiro volume de contos de Machado de Assis, Contos Fluminenses está relacionado ao Rio de Janeiro no período imperial. O conto mais famoso é "Miss Dollar". A maioria das narrativas, pela sua extensão, trama e estrutura, podem ser consideradas como novelas.

A obra Contos Fluminenses faz parte da primeira fase de Machado de Assis, que estava preso aos moldes estéticos do Romantismo. Os contos machadianos considerados românticos, apresentam uma característica comum: os acontecimentos são narrados sem precipitação, entremeados de explicações aos leitores por parte do narrador, cheios de considerações sobre os comportamentos. Suas personagens não são tão lineares como as dos maiores românticos: elas têm comportamentos imprevistos, fazem maquinações, não transparentes, são interesseiras. Mas a estrutura narrativa de Machado, nessa fase, ainda é linear, isto é, as narrativas têm começo, meio e fim demarcados.

Nessa fase romântica, a angústia oculta ou patente das personagens é determinada pela necessidade de obtenção de status, quer pela aquisição de patrimônio, quer pela consecução de um matrimônio com parceiro mais abonado. A mentira é punida ou desmacarada. Há nisso um laivo de moralismo romântico, na pregação de casos exemplares.

A crítica considera apenas medianos os contos desse livro. De qualquer forma, já aparecem as características marcantes do estilo machadiano: a conversa com o leitor; a ironia; o estudo da alma feminina. Esboçam, em finos retratos femininos, a força do papel social como segunda e imposta natureza e as pressões que impelem os personagens a mudar de status ou classe social.



O conto "Miss Dollar" conta a história de uma viúva cética quanto ao amor de seus pretendentes por causa da convivência com o falecido marido, interessado apenas em seu dinheiro. Uma cadelinha chamada Miss Dollar foge de casa e é encontrada por Mendonça, um jovem médico colecionador de cachorros. Ao ver o anúncio dos donos da cachorra, decide devolvê-la. Conhece assim Margarida, uma viúva ainda moça por quem se apaixona. A moça parece não corresponder aos seus sentimentos. Mendonça, depois de algum tempo, resolve mandar-lhe uma carta a qual é respondida secamente. Fica muito triste e pensa em desistir da bela moça até que D. Antônia, tia de Margarida o procura para contar-lhe que a sobrinha o ama e que o evita por medo de que ele seja apenas mais um golpista, como foi seu finado marido e todos os outros pretendentes que surgiram depois. Ela pede que ele vá vê-la e o inevitável, segundo Margarida, acontece. Casam-se. No início ela desconfia de suas intenções reais mas percebe, com o tempo, que seu amor é sincero. E, para terminar a história, Miss Dollar, responsável pela união de Margarida e Mendonça, é atropelada e morre.



Em "O segredo de Augusta", Vasconcelos resolve casar sua filha de apenas 15 anos ao descobrir ter perdido grande parte de sua fortuna. notamos algumas passagens recheadas de ironias e críticas à sociedade fluminense, que são desferidas tanto pelo narrador como pelas personagens. O segredo de Augusta, narrado em terceira pessoa, apresenta para o leitor um narrador onisciente, posto que conhece tudo acerca da história; ele também pode ser classificado como um narrador onipresente, já que está presente em todos os lugares da narrativa.

A história se passa na capital fluminense, século XIX e abarca a vida e os costumes de uma elite decadente. Ademais, acentuamos que o tempo cronológico é contemplado no conto, uma vez que “a história transcorre na ordem natural dos fatos, ou seja, do começo para o final.” Inexiste nessa narrativa o chamado tempo psicológico.

Os espaços utilizados na história são poucos. Desse modo, as ações desenvolvem-se mormente na casa de Augusta, em algumas ruas do Rio de Janeiro, num hotel e no Alcazar.

Faz-se necessário destacar os conflitos do conto. O principal deles é o segredo de Augusta, que consiste na relação da personagem protagonista com a passagem do tempo e num possível casamento de sua filha, pois seu maior medo está calcado na velhice; para ela essa chegará quando Adelaide contrair núpcias e tiver filhos. Augusta não quer de maneira nenhuma transformar-se em avó. Esse conflito explicitado anteriormente, por sua vez, acaba esbarrando num outro que se desencadeia quando Vasconcelos descobre que está falido, pois a solução achada pelo marido da vaidosa personagem é o casamento de Adelaide com Gomes. Ora, sendo assim, pode-se dizer que o conflito principal de Augusta engloba o outro conflito que surge no decorrer da narrativa, que é tentativa do marido recuperar o dinheiro através do matrimônio da filha.



O tema da traição, suposta ou real, antes de aparecer em D. Casmurro, já estava nos contos "A mulher de preto" e "Confissões de uma viúva moça".

O casamento por interesse é constante na obra de Machado de Assis, principalmente em sua fase romântica. Contos Fluminenses traz outros cinco contos. Entre eles:

"A mulher de preto",

"Linha reta e linha curva". Ernesto Azevedo e Adelaide são recém-casados, moradores de Petrópolis, que acolhem com frequência a visita de amigos. Um deles é Tito, solteirão convicto que acaba de chegar de uma longa viagem. Na casa dos anfitriões, Tito encontra a jovem e bela viúva Emília. A partir daí os dois começam um jogo de sedução e escárnio, disputas e afetos, até que chega o momento das verdades sobre a mesa.

"Confissões de uma viúva moça", carta de uma mulher enganada por um sedutor barato. Eugênia afasta-se de todos os amigos durante dois anos, após a morte do marido. Até que resolve escrever à amiga Lia narrando as razões dessa solidão. Promete escrever oito cartas em oito dias e diz que depois irá reintegrar-se à vida normal. Nas cartas, conta que era feliz com o marido, Roberto, até o dia em que ele encontrou num teatro um velho amigo, Emílio, e este, tornando-se íntimo da casa, aproveita um dia a ausência de Roberto para declarar-lhe amor. Eugênia fica indignada e Emílio se afasta, só voltando no dia em que Roberto insistiu muito para que não faltasse a uma festa lá. Mas agora Eugênia mudara seus sentimentos em relação a Emílio e também passara a amá-lo.



QUESTÕES SOBRE MACHADO DE ASSIS E CONTOS FLUMINENESES

01. (UFCE - adaptada) Assinale as afirmativas corretas relativamente à personalidade literária de Machado de Assis.

a. Iniciou sua carreira literária sob o signo do Romantismo.

b. Em seus romances Helena e Iaiá Garcia, ainda se encontra esteticamente vinculado à maneira romântica.

c. autor repartiu sua produção por vários gêneros, atingindo o ponto mais alto na crítica literária.

d. A obra poética do autor revela-o como um criador de fina sensibilidade.

e. Na linha do romance psicológico, afirma-se o autor como um dos pioneiros da ficção brasileira.

2. (UEM-PR) Assinale a alternativa incorreta sobre Machado de Assis.

a. Estilo sóbrio, com descrições moderadas.

b. Linguagem vibrante, cheia de metáforas.

c. Senso de humor sutil e velado.

d. Personalidade um tanto melancólica, pessimista.

e. Enfatiza os aspectos psicológicos das personagens.

3. (UCBA) Os romances Memórias póstumas de Brás Cubas e O mulato, do último quartel do século XIX, inauguram concepções estéticas e filosóficas que se opõem ao:

a. Romantismo.

b. Realismo.

c. Arcadismo.

d. Naturalismo.

e. Simbolismo.

4. (FGV-SP) Machado de Assis, a rigor, não foi seguidor fiel de nenhuma escola literária. No entanto, temos de convir que o autor não deixou de aceitar concepções próprias do:

a. Neoclassicismo.

b. Ultra-romantismo.

c. Realismo.

d. Futurismo.

e. Modernismo.

5. (EU-Ponta Grossa) A ironia, apontada como uma das características marcantes da obra realista de Machado de Assis, tem como fonte:

a. a origem humilde do autor, que o leva a satirizar a burguesia.

b. os preconceitos sociais da época, que marginalizaram o autor.

c. uma visão crítica da sociedade, que caracteriza a ficção realista.

d. as idéias republicanas do autor dentro de uma sociedade monarquista.

e. saudosismo do autor em relação à época do Império.

6. (EU-BA) A respeito da ficção de Machado de Assis, pode-se afirmar que

a. se desenvolveu do Romantismo para o Naturalismo, consagrando-se sobretudo nas crônicas políticas e nos contos satíricos.

b. amadureceu sob a influência de José de Alencar, de quem tomou os temas e o estilo, tal como se vê em Quincas Borba.

c. é exemplo típico da literatura naturalista, sendo apenas superada pela obra-prima O Cortiço, de seu mestre Aluísio Azevedo.

d. representa a conquista da maturidade da literatura nacional a partir de Memórias Póstumas de Brás Cubas.

e. atingiu com Ressurreição e A mão e a luva o plano mais alto de nossa literatura de expressão realista.

7. (FCC-BA) Memórias Póstumas de Brás Cubas é considerado romance divisor de águas da obra machadiana porque, a partir dele, o autor

a. assume de vez a visão romântica da realidade, apenas esboçada nos romances da chamada primeira fase.

b. se insere na estética naturalista, ao denunciar as mazelas sociais, os casos patológicos e os aspectos mais repugnantes da sociedade.

c. procede a uma retificação da própria obra, através da voz de personagens por meio das quais renega os valores da primeira fase.

d. antecede as conquistas modernistas, com uma postura crítica diante da civilização industrial e uma atitude de denúncia das misérias do mundo rural.

e. desmitifica as idealizações românticas e assume uma visão crítica que, despindo as aparências que encobrem a realidade, busca as razões últimas das ações humanas

8. (UFRS) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do trecho abaixo.

"Os perfis femininos criados por Machado de Assis revelam, por exemplo, mulheres preocupadas em ascender socialmente e em manter as aparências. Assim, hipócrita e dissimulada, ....., de ....., assemelha-se à inescrupulosa ...., ávida pelo dinheiro de Rubião, em ..... ."

a. Conceição - Quincas Borba - Marcela - Uns Braços

b. Marcela - A Cartomante - Flora - Dom Casmurro

c. Virgília - Memórias Póstumas de Brás Cubas - Sofia - Quincas Borba

d. Capitu - Memorial de Aires - Genoveva - Missa do Galo

e. Sofia - Esaú e Jacó - Virgília - O Alienista

9. (USF-SP) Machado de Assis, na sua obra de ficção narrativa:

a. começou romântico e como tal se manteve na idealização com que descreve as personagens de suas obras.

b. condenou o romantismo e introduziu no Brasil o realismo, que só trocou pelo naturalismo.

c. investigou com profundidade o homem universal, nas personagens cotidianas, indo além da crítica à sociedade.

d. centrou suas críticas na sociedade de sua época; por isso está hoje ultrapassado: o homem moderno não pode ver-se em suas personagens.

e. norteou-se pelos princípios do naturalismo, ressaltando sempre os fatores biológicos do comportamento humano.

10. (UFSCar-SP) O que sobressai na atividade criadora de Machado de Assis é:

a. a minuciosa busca de soluções aperfeiçoadoras, o que só se conseguiu após inúmeros e continuados exercícios.

b. a grande capacidade de inspiração, uma vez que a quantidade de romances que escreveu foi facilitada pela improvisação.

c. equilíbrio entre o improvisador, o inspirado e o artista, que é demonstrado pelas obras de valor desigual, que ocorrem no decorrer de sua produção literária.

d. a sinceridade com que manifesta, por linguagem desprovida de metáforas em cada romance que escreveu, as várias fases de sua biografia.

e. ter iniciado a carreira escrevendo romances realistas, convertendo-se, mais tarde, ao Naturalismo.

11 – Em relação à obra "Contos Fluminenses" de Machado de Assis, assinale o que for correto.

a) A morte como desfecho de desilusão amorosa é o tema do conto "Luis Soares".

b) Os contos "A mulher de preto" e "Confissões de uma viúva moça" prenunciam a temática da suposta traição na obra machadiana.

c) O narrador em "Confissões de Augusta" é onisciente.

d) Os contos apresentam uma característica comum: os acontecimentos são permeados de explicações aos leitores por parte do narrador.

e) O conto "Luis Soares" faz alusão à opereta Barbe Bleue de Jacques Offenbach.